14 janeiro 2011

Uma mensagem.



Daqui.

Podia ser uma mensagem, mas não temos políticos para isto.

12 janeiro 2011

Capital de simpatia.

Assisto com algum espanto a discursos de figuras públicas, amigos e conhecidos homossexuais sobre a morte de Carlos Castro. Nesta situação, tal como noutras, percebo que existe uma cumplicidade de simpatia pelo assassinado apenas pela sua orientação sexual. Depois das lutas e conquistas importantes, o sentimento ele é um de nós continua bem vivo na comunidade gay portuguesa.

Aceito que a morte de um adepto do Benfica aproxime outros simpatizantes como comunidade ou grupo com esse interesse em comum. Mas não compreendo o mesmo comportamento em pessoas que lutam e defendem a igualdade de todos os indivíduos em todas as frentes. Ou seja, o que as une no caso da morte de Carlos Castro é justamente aquilo pela qual elas lutam para erradicar.

Pessoalmente, detestava a figura pública Carlos Castro porque desprezo tudo o que ela simbolizava na nossa sociedade. Para mim é um homem que foi brutalmente assassinado por um criminoso com requintes de malvadez, independentemente da sua orientação sexual ou cor do pijama.

11 janeiro 2011

A leitura.

Não devemos gastar todo o tempo que temos a ler. Se o fizermos ficamos sem vagar para esgaravatar na vida real o que vem nos livros.

03 janeiro 2011

Incompreensão solitária.

Num dos últimos dias de 2010 ouvi um guarda prisional a justificar uma marcação de greve com vários argumentos. Entre eles, a falta de vontade com que ele e os colegas iam de manhã para o trabalho. Dizia que tinham chegado a um ponto que já não se sentiam realizados e motivados e que isso devia ser reposto com as exigências reclamadas.

Daqui para a frente foi só a minha cabeça baralhada a tentar arrumar as razões nesta secção de pessoal.