12 janeiro 2011

Capital de simpatia.

Assisto com algum espanto a discursos de figuras públicas, amigos e conhecidos homossexuais sobre a morte de Carlos Castro. Nesta situação, tal como noutras, percebo que existe uma cumplicidade de simpatia pelo assassinado apenas pela sua orientação sexual. Depois das lutas e conquistas importantes, o sentimento ele é um de nós continua bem vivo na comunidade gay portuguesa.

Aceito que a morte de um adepto do Benfica aproxime outros simpatizantes como comunidade ou grupo com esse interesse em comum. Mas não compreendo o mesmo comportamento em pessoas que lutam e defendem a igualdade de todos os indivíduos em todas as frentes. Ou seja, o que as une no caso da morte de Carlos Castro é justamente aquilo pela qual elas lutam para erradicar.

Pessoalmente, detestava a figura pública Carlos Castro porque desprezo tudo o que ela simbolizava na nossa sociedade. Para mim é um homem que foi brutalmente assassinado por um criminoso com requintes de malvadez, independentemente da sua orientação sexual ou cor do pijama.