29 setembro 2009

Isto não anda para a frente.

O mundo está parado e os avanços mais relevantes da humanidade no geral têm, pelo menos, 15 anos (o que acabei de dizer pode ser tão mal interpretado que o risco de perder a credibilidade pode ser quantificado em, vá lá, 50%). E não me venham com essas coisas da Web2.0 ou redes sociais que isso já tem barbas - há uma década atrás já utilizava um username e uma password para o canal de chat mIRC.

Eu tenho andado a matutar neste marasmo e concluo que uma das razões para esta inércia prende-se com uma das maiores evoluções da história: a Internet. Esta rede que contém tudo gratuitamente não está só a acabar com as super estrelas pop, enciclopédias e jornais: está a distrair todos os utilizadores com as maravilhas já existentes.

Hoje, tudo é revivalismos e revisitas. Até as novidades são para satisfazer necessidades inventadas há muitos anos. O que me aborrece é olhar e não ver um novo Bowie, uma nova Madonna ou um carro revolucionário como o 2 cavalos.

21 setembro 2009

Não vou ler esta biografia porque tenho uma perna de borrego ao lume e não quero que se queime, senão lia.



Foi hoje colocado à venda o livro José Sócrates – o homem e o líder da autoria do jornalista Rui Costa Pinto. Esta biografia não autorizada aparece na última semana da campanha eleitoral para as eleições legislativas e, segundo consta, o seu conteúdo não é nada favorável ao ainda primeiro-ministro.

O seu autor assumiu hoje aos microfones da TSF que esta data de lançamento é pura coincidência e que nada tem a ver com o facto de estarmos a meio da campanha eleitoral.

Estamos num país livre em que cada um escreve o que quer e em que os jornalistas escrevem o que querem e o que lhes é encomendado. Que o livro seja lançado nesta altura é uma coisa, que o autor venha dizer que foi coincidência é estupidez. O jornalista Rui Costa Pinto subestimou de uma forma pueril os ouvintes da TSF. Apesar de não o conhecer, isto colocou-o directamente num patamar de consideração que está perto da que tenho por alguns invertebrados.

08 setembro 2009

Como diz a Dr.ª Manuela - É a vida.

Uma das coisas mais tristes numa pessoa é a falta de palavra. Conheço muitas que sob o manto de umas desculpas quaisquer falham naquilo que ontem tinham prometido ou vendido como uma verdade incontornável.

Votos de idas para o caralho justificam-se plenamente aquando destas funestas ocorrências.