21 janeiro 2009

A Bíblia da liberdade.



O facto da tradição se ter repetido e Barack Obama ter jurado tudo o é preciso com a mão sobre uma Bíblia, não é um assunto meramente protocolar. Para o caso, foi usada a de Abraham Lincoln e carrega dentro dela muito mais do que um mero simbolismo, (ainda assim, o seu antigo dono é só uma curiosidade: poderia ter sido outra qualquer).

A verdade é que o homem mais poderoso do mundo, Presidente do país mais poderoso do mundo selou a sua eleição e a sua palavra com a mão sobre este livro.

Foi uma Bíblia. Ponto.

Isto é e deverá continuar a ser uma resposta às religiões e às pessoas que ameaçam e querem a destruição do modo de vida ocidental.

Eu não sou religioso mas sou tendencioso. Dentre todas as religiões e as suas lacunas, simpatizo pela que me está à porta. É uma questão de optar pelo familiar e que por razões de convivência íntima conheço melhor. A minha educação teve a sua influência e há pessoas que amo que acreditam nela. Não quero nem sou imparcial. Observo, leio e pesquiso sobre as religiões, mas tenho um carinho exclusivo por esta, a do salvador.

É assim um confortozinho, saber que o cinismo da politica correcta não chegou ali ao homem de quem se fala. E, acima de tudo, é bom para amaciar os maus de outras religiões e outros livros (igualmente pouco credíveis), que fazem tudo para nos infernizar.

Fotografia: El País

19 janeiro 2009

A esperança é mais plausível se não for demasiado grande ou exigente.

A tomada de posse do novo presidente dos Estados Unidos da América está a transformar-se num festival de romantismo que julgo exagerado.

Esperemos que o homem faça um terço daquilo que os menos entusiastas estão à espera, o que já será muito.