17 setembro 2008

Joy, joy, joy!

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A AIG foi nacionalizada. Mas os americanos nunca utilizarão este verbo.

16 setembro 2008

Num passo arriscadíssimo, e tendo como pano de fundo os meus conhecimentos limitados de literatura,

Poderá dizer-se que Ruan Julfo foi, pelo menos, tão importante na criação do realismo fantástico como Alejo Carpentier?

11 setembro 2008

Scissor Sisters.

A série The “L” Word que passa na RTP2 não é boa. Conta histórias de várias mulheres com um ponto em comum: são lésbicas. Aliás, é mesmo só isso: diálogos de lésbicas, desavenças de lésbicas, amores, paixões, quotidianos e tudo o que se possa imaginar com o tema homossexualidade feminina como pano de fundo.

Senhores! E a dificuldade que tenho em perceber o interesse de episódios deste tipo? A orientação sexual é coisa que sustente, só por si, um argumento de ficção? Não é suposto, isto das pessoas que se sentem atraídas por outras do mesmo sexo, ser uma coisa normal e trivial?

Se o argumento de The “L” Word fosse bom, poderíamos substituir os casais homossexuais por heterossexuais e ver a coisa com o mesmo interesse, certo? Errado.

Desconfio que esta série serve dois objectivos:

1º As pessoas ditas normais gostam de observar essa coisa estranha que são os homossexuais. E se for numa base mascarada de normalidade ainda tem mais graça.

2º As pessoas homossexuais gostam de ver que já existe abertura social para, imagine-se, haver uma série cujo principal tema é as relações e respectivas tropelias entre pessoas do mesmo sexo.

Se calhar esta série não serve para nada.

10 setembro 2008

Feira popular.

A pergunta não é:
Mas como é que alguém entra numa esquadra com uma arma de fogo?

A pergunta é:
Mas como é que alguém entra numa esquadra, dispara três tiros na cara doutrem e não é morta pelos policias que ali se encontravam de serviço?

A resposta é:
Não sei.

Não sei se é pelas nossas forças policiais terem, ainda, um fundo de civilização e humanidade ou se por terem medo de todas as represálias que implicaria um deles sacar da arma e acabar com aquilo de forma violenta. Contudo, a atitude foi a correcta e este triste episódio acabou da forma que devia.

Natureza viva.

Obrigado pela referência a esta casa.

09 setembro 2008

Prokofiev, intocável.



Numa conversa com este amigo, vem à baila a ruindade de Josef Estaline. Este, mesmo ao cair do pano, ainda reservou uma última tropelia: morreu no dia 5 de Março de 1953, uma hora depois do compositor Sergei Sergeievich Prokofiev.

Desta forma, todos os músicos e flores de Moscovo foram reservados e utilizados no funeral de Estaline, tendo de se recorrer a umas quantas flores de papel e a gravações de algumas obras para uma última homenagem ao compositor.

Diz-se, em tom irónico, que Prokofiev foi a última vítima de Estaline. O seu corpo esteve impossibilitado de sair para os serviços fúnebres durante 3 dias, devido à multidão que se despedia do senhor de bigode frondoso.

08 setembro 2008

Há muita gente que sabe menos que um miúdo de 6 anos, ou mais uma das faces da descredibilização evolutiva.

Afonso, em frente a uma montra de brinquedos:

- Pai, que barquinho é este, tão giro, com tantos bichos lá dentro?

- É a arca de Noé. Dizem que quando veio o dilúvio, muita água que cobriu toda a terra, o senhor Noé fez um barco de madeira, pôs lá dentro um casal de cada animal existente e que dessa forma salvou todas as espécies.

- Isso vê-se mesmo que é mentira.

- Então?

- Mesmo que ele conseguisse apanhar os bichos todos, onde é que ele levava a comida suficiente para tantos?

04 setembro 2008

Numa paródia nietzschiana, poderá dizer-se que:

É preciso um milagre para acabar com as religiões.

02 setembro 2008

As férias, a mim, fazem bem.

Para quem pensa que este blogue se entregou em definitivo à superficialidade da imagem, devo dizer: a literatura e um belo texto sobre Prokofiev estão na calha.

Enquanto isso, fica uma das mais belas frases ouvidas durante o descanso no fabuloso programa A Liga dos Últimos:

Este árbitro é mesmo uma coisa fora do anormal.

Aposto que a meia luz foi inventada por uma mulher.

Numa revisita aqui à sala de chá e tendo como pano de fundo o post anterior, reparo mais uma vez na seguinte evidência: o corpo feminino é muito mais bonito que o corpo masculino.