28 março 2008

Para quando?

- A falência, de vez, da Valentim de Carvalho.*

- A vingança da Byblos.**

- O regresso da Bomba aos tempos em que não abusava do Youtube.***

*Nunca simpatizei com esta empresa, muito por causa da arrogância e exploração do mercado discográfico durante anos. Os preços que praticava eram ridículos, apesar do catálogo ser interessante. Tão ridículos como as últimas tentativas de implementação.

**Nunca lá entrei e compro livros em Lisboa todas as semanas. Não sei se está melhor ou pior do que aquilo que li aquando da sua inauguração, mas tenho um amigo que trabalha no mesmo edifício e que me diz que aquilo continua a não ser grande coisa.

***Por favor Carla, vá lá.

25 março 2008

Amy do seu amigo, das drogas e da fita isoladora.



Amy Winehouse vai aparecer assim na revista Easy Living de Abril. Fotografada por Carolyn Djangoly para uma campanha de sensibilização do cancro da mama.

24 março 2008

Insegurança Social.

Tarde de Sábado na loja Nespresso do Chiado. Senha nº 409 quando o marcador ainda mostra uns módicos 332. Adivinha-se a espera e trombas de alguns bem vestidos. Era cãezinhos de colo escondidos, meninos a choramingar e meninas sentadas nos degraus de acesso.

E a Praça do Areeiro ali tão perto, sem a segurança que uma máquina de café exclusiva traz aos lares que pretendem um patamar social mais elevado.

E eu, onde é que estava com a cabeça quando me esqueci de encomendar o sabor intenso ou descafeinado longo pela internet?

Serviu para me manter de olhos bem abertos e nunca mais repetir a romaria dos que sofrem daquela doença com o nome de um alemão.

18 março 2008

Nunca é demais recordar a perfeição.



Nadia Comaneci em duas das sete pontuações máximas (10.0) que obteve nas olimpíadas de 1976 em Montréal, Canadá.

13 março 2008

Marmelada.



Reza a história que num embarque de mercadorias para a Inglaterra, um português enganou-se a embalar ou rotular uns caixotes e que, nos que tinham a designação Marmelada colocou doce de laranja.

Foi por volta de 1480 e, de forma involuntária, mudou a história. A partir daí, em Inglaterra dá-se o nome de Marmelade à compota de laranja (ou outros citrinos).

Esta é a prova cabal de que se pode mudar o mundo e nem é preciso querer. Pior, este engano legitimou uma das maiores crenças da adolescência.

Fotografia: Corbis.

11 março 2008

Ser populista.



Pito vem no dicionário como designação popular da púbis da mulher. Permitam-me lançar uma origem alternativa, (além do latim Pictu que vem no mesmo dicinário), para esta palavra que ouço desde pequeno, quase sempre inserida em comentários machistas de alguém mais velho:

Além da forma do delta ser considerada como um símbolo da púbis feminina em sociedades primitivas, tal como em algumas tribos da Amazónia, W. F. Jackson Knight confirma que Delfos, nas Euménides de Ésquilo, significa aparelho reprodutor feminino.

O Oráculo de Delfos era chamado de Pítia ou Pitonisa, a partir da serpente gigante Piton, morta por Apolo.

Desta amálgama vem, calhando, a palavra Pito.

07 março 2008

Ministério do Bom Gosto XXIV.



Maria USB - Memory stick.

Designer: Luis Eslava
Ano: 2006
Para comprar: http://www.abrproduccion.com/


De notar que a luz de transferência de dados situa-se no coração deste objecto de inveja.

05 março 2008

Mais uma viagem.



Keith Richards e Louis Vuitton.

03 março 2008

A capa da Vanity Fair de Março.



Com algumas fresh faces de Hollywood, vestidas por Galiano (Dior), despoletou em mim mais uma crise de reflexão sobre a falta de excelência em Portugal. Basta olhar para várias áreas profissionais daqui, para perceber que o espírito do desenrascanço está muito mais enraizado do que devia.

Dá a sensação que os portugueses não aprofundam nada ao ponto daquilo que se poderá considerar excelência ou perfeição. É verdade que podemos ter classificações tipo Médio+ ou Bom- em muitos ofícios mas isto não passa de algo airoso, nunca uma referência. Cavamos um pouco a crosta, chegamos a algo intermédio mas nunca vamos ao fundo, onde vive a raridade ou a admiração alheia.

A minha esperança reside em profissões que estão mais afastadas da minha realidade, tipo engenheiros, calceteiros, alfaiates ou serralheiros mecânicos. Sei que muito do que de melhor se faz no país está nas cidades secundárias e isso, apesar de ser mais ou menos reconfortante, não serve para desculpar a superficialidade.

Eu não faço um trabalho de excelência na minha área. O que me pedem não é a perfeição, é antes um compromisso entre qualidade, tempo disponível e requisitos do próprio cliente, já de si preocupado em ter algo Médio+ para os seus clientes habituados a este patamar.

Mas tenho esperança de um dia vir a fazer o que me sustenta de forma perfeita, quando não precisar disso para sobreviver, provavelmente.