30 janeiro 2008

Genuine leader, ou como diz o contrabandista analfabeto: pele de genuíno.



John Lee Hooker: Boom boom

Nesta actuação conseguimos perceber claramente a origem folclórica do blues e o futuro de muita música popular que se adivinhava na cabeça deste senhor.

A simplicidade e crueza de não saber uma letra do tamanho de um comboio serve para banhar estudiosos ou maestros.

Reparem nos pés.

28 janeiro 2008

Bastonada.

O novo Bastonário da Ordem dos Advogados fez umas acusações que se confundem com evidências: toda a gente conhece as histórias, sabe quem são os protagonistas e não duvida da corrupção descarada que as envolve.

Contudo, parece que estamos perante coisas espantosas ou revelações bombásticas, quando nada de novo foi retratado pelo senhor em causa.

O senhor Marinho Pinto apenas denuncia para os meios de comunicação factos que ninguém teve, até agora, coragem de assumir tão abertamente.

Quanto a mim está certo e não precisa de provar nada, ao contrario do que os políticos da nossa praça apregoam. Estes agem como se a falta de provas de terceiros absolvesse a sua própria corrupção.

25 janeiro 2008

Dificuldade em dizer o que sinto.




Por falta de tempo. A shrink ainda pode esperar.

22 janeiro 2008

Uma sinusóide hospedou-se em mim


O gosto tem estado na minha vida como uma curva sinusoidal:

Primeiro achava que os gostos de cada um não se discutiam (infância);

Depois fui percebendo que não só se podiam pôr em causa, como deviam (puberdade);

Após a jornada de evangelização veio a calmaria da compreensão paternal, e as explicações adaptadas às limitações de quem ainda estava como eu na infância (jovem adulto até à pouco tempo atrás);

Actualmente não inicio qualquer negociação de argumentos se o meu interlocutor não defender, pelo menos, a tese de que os gostos se educam.

Talvez no futuro a idade me traga um livrinho com senhas de desconto para eu distribuir enquanto explico, de forma rudimentar, a verdade dos valores da estética* na nossa sociedade.

*Interessam para aqui as ideias de Baumgarten desenvolvidas no séc. XVIII.

21 janeiro 2008

O Sr. Meneses do PSD,

continua a parecer um bonsai duma Sequóia Gigante (Sequoiadendron giganteum).

17 janeiro 2008

Wilhelm Scream.



Um tributo de gritar por mais.

Este é o nome do grito mais famoso do cinema. É um dos maiores clichés da 7ª arte, e o maior de todos no que a sonorização diz respeito. Aparece em inúmeros filmes e já todos o ouvimos, nalguns casos repetido na mesma história.

Nasceu na rodagem de Distant Drums em 1951 através do actor Sheb Wooley, sabe Deus (e quem viu o filme) em que circunstâncias.

15 janeiro 2008

Posso ou não posso?



Jay-Z, Linkin Park, barcos automóvel com 2000 cavalos, Gong Li, armas, strippers, estofos em cabedal, palmeiras, droga e BMW M6 branco.

Prometo que amanhã falo de Goethe ou Juan Rulfo.

14 janeiro 2008

Hugo, o Boss.



A relação entre o presidente da Venezuela Hugo Chávez com a modelo Naomi Campbell, é um sinal do que pode estar reservado a qualquer homem.

Depois de Salman Rushdie e a sua mulher Padma Lakshmi, do romance ficcional entre Scarlett Johansson e Bill Murray em Lost in Translation ou Sarcozi e Carla Bruni, esta é uma confirmação de esperança para o futuro, independentemente da idade ou barriga.

10 janeiro 2008

Ota vez.

Eu sou de Ota, logo sou otário. Como se viu hoje, o deserto é no outro lado, mas os camelos estão todos aqui.

Ouvido num dos telejornais das oito. Há que manter a boa disposição.

Afinal enganei-me.

O novo aeroporto internacional de Lisboa vai ser no deserto onde nem uma estrada passa. Ficará à mercê de uma cheia ou de dois buzinões, (caso a nova passagem sobre o Tejo avance mesmo), como aquele que há uns anos privou milhares de pessoas de passar a ponte 25 de Abril.

Os portugueses, mais uma vez, terão o que merecem e os empresários, que pagaram um dos estudos da discórdia, o dinheiro que nem sonharam.

O governo está nas nuvens. Mais vale uma reeleição na mão e muitas decisões acertadas a voar.

09 janeiro 2008

Era educá-los a todos!

Sou profundamente democrata e favorável à realização de consultas de opinião, entre elas, o referendo. Contudo, sou contra uma consulta popular sobre o Tratado de Lisboa pelas razões óbvias e sobejamente conhecidas até por quem diz que o defende.

As pessoas que pedem um referendo, quanto a mim demagogas e cínicas (caso saibam do que estão a falar e não sejam apenas excursionistas daqueles que o partido comunista convida para vir passear até São Bento), buscam lenha nos sítios e alturas erradas para nos queimarmos a todos.

A ignorância de uma reivindicação destas é quase ofensiva e é mais uma grande homenagem ao loserismo nacional.

08 janeiro 2008

Numa concepção pessoal de família italiana que, em boa hora, me foi passada de pequeno, tenho a dizer:



Cena de La Dolce Vita de Fellini

A Rititi, versus a Ana, (que um dia ainda me vai explicar porque é de Amsterdam e não de Amesterdão - se calhar até já esclareceu o assunto no seu blogue, mas eu sou um homem com problemas e algumas distracções), faz lembrar a típica luta de mulheres: poeira, puxões de cabelos, ciúmes e sabe-se lá que mais.

É, no fundo, uma coisa red-blooded e divertida que não deve ser levada a sério porque pode ser apartada, a qualquer momento, por um ou dois senhores de fato com risca de giz, Borsalinos e excelentes sapatos, que as separam com sorrisos maliciosos mas inofensivos.

07 janeiro 2008

Uma honra.

Ao A Origem das Espécies, obrigado pela ligação a este blogue.

03 janeiro 2008

As coisas que um blogue, o filme I Am Legend e uma análise empírica permitem:

A concentração de pessoas numa determinada região ajuda a natureza das zonas desertificadas a progredir? Se toda a gente vem para o litoral é lógico que o interior fique em paz e sofra uma menor acção do homem, certo?

O Alberto João Jardim deveria ter lido mais, verdade?

Se o novo aeroporto não fosse na Ota, estávamos todos malucos, correcto?

02 janeiro 2008

Nuvem negra.

Aos operadores de call center fumadores dêem-lhes ansiolíticos.