31 dezembro 2007

A todos os leitores, um bom 2008.

Um jantar em casa, perto da lareira, e a minha primeira sobrinha que está a nascer mais minuto, menos minuto. Nada como começar um ano com bocadinhos de perfeição.

28 dezembro 2007

Onde os meios de informação não chegam:

Benazir Bhutto foi assassinada pelo governo Paquistanês. Este homicídio convém de forma inquestionável a Pervez Musharraf, relança o caos no país e, portanto, a legitimidade para este presidente fazer o que lhe apetecer.

Contudo, é compreensível que nenhum meio de comunicação mundial possa sequer insinuar esta verdade, o que nos leva à distorção e distracção da verdade logo à nascença.

27 dezembro 2007

A justiça, essa meretriz que nem sempre serve quem pensa estar do lado da razão.


Roy Stuart

A igreja diz que não se pode usar preservativo e que as relações sexuais devem ter como objectivo único a reprodução.

O facto de nenhuma destas ideias ir contra a lei transforma-as em algo de válido e respeitável, tal como os pontos de um estatuto de uma associação qualquer.

Ao fazê-lo, a igreja está a dirigir-se aos crentes, retirando legitimidade às opiniões de todos os outros. Os laicos ou simpatizantes de outras religiões devem assim meter-se na sua vida.

Relógio D’Água.

Nunca simpatizei com apóstrofos. Nem eu nem o corrector ortográfico que trata logo de embelezar estas sinalefas com um ziguezague encarnadinho.

21 dezembro 2007

A pressa em primeira mão.

A nova campanha da Diesel, com a potência do costume.

Vive depressa, não reflictas nem ponderes, corre atrás do imediato, do descartável e do esquecível.

Vivam o fast-food, o speed-dating, as cápsulas de café e as mensagens instantâneas.

Agradeçamos à pressa a Wilbert Das e à agência de publicidade francesa Marcel.

(clicar nas imagens para ampliar)







20 dezembro 2007

A ordem das coisas.

Quase todas as estudantes universitárias apresentam malhas nas meias sempre que se vestem a rigor.

19 dezembro 2007

Voltar à casa da partida.

Há uns tempos saiu para a rua uma campanha publicitária da cerveja Tagus com o conceito Orgulho Hetero.

Esta era uma campanha que nada tinha de ofensivo para os homossexuais. Não discriminava nem incitava a nenhuma espécie de marginalização.

Essa campanha foi alvo de censura e teve que sair do ar.

Agora vem a parte do texto que, para alguns homossexuais menos informados ou militantes obcecados do bloco de esquerda, tem bolinha encarnada no canto superior direito:

- A homossexualidade deixou de ser considerada uma doença pela Organização Mundial de Saúde na década de 90 do século XX (alguns países retiraram-na da sua listagem a título individual na década de 80, (por exemplo o Brasil com a exclusão do artigo 302.0 do seu Código Internacional de Doenças da OMS, em 1985).

- A Organização Mundial de Saúde retirou a homossexualidade da sua lista de doenças por pressão e lobby de indivíduos e organizações dos Estados Unidos da América.

- Os indivíduos e organizações responsáveis pelos lobbys e coações acima referidos ocupavam lugares de destaque e poder em inúmeras áreas da sociedade norte americana.

O que acabei de escrever não é uma opinião pessoal nem um preconceito, são factos.

Quanto ao resto, apetece-me dizer o seguinte: a percentagem de pessoas homossexuais e a vulgarização da homossexualidade em todas as sociedades e países não é razão para que esta tenha sido retirada da lista da OMS. Se assim fosse, também a cárie dentária, por exemplo, deveria deixar de ser considerada uma doença.

E sim, sinto-me ofendido pela falta de democracia e liberdade neste país.

Desta forma, nada mais resta do que colocar os dedos todos na ferida e arrastar o debate sobre a homossexualidade para base, ou seja: um individuo que se sente atraído sexualmente por outro do mesmo género é saudável ou sofre de alguma patologia que o leva a este comportamento desviante?

17 dezembro 2007

Este filme é para ti,



maradona.

15 dezembro 2007

Já estou a começar.

Tal como o governo de António Guterres, este blogue tem-se limitado a reagir aos dias. A Via Sacra do primeiro durou anos, a daqui já acabou.

Começo já:
Sempre que uma frase é iniciada por um número, a primeira letra deverá ser em caixa alta (comum maiúscula) ex. - 2008 Não foi um mau ano.

12 dezembro 2007

Recorrências.

Olho para a cena política nacional e lembro-me sempre da seguinte frase de Umberto Eco:

Temos que proteger os patetas da sua vaidade, tal como se faz com os suicidas e os seus desejos.

10 dezembro 2007

Passeig de Gràcia quase me matou.

Chego com o síndrome do metropolitano: cidades com um antigo são sempre melhores que cidades com um recente. Este é daqueles casos em que a velhice é efectivamente um posto, ou uma estação.

06 dezembro 2007

Vou às compras.



Segunda-feira estou de volta.

03 dezembro 2007

O Público de hoje diz na capa que Hugo Chávez e o Sim ganharam.

Lá está a informação, em Portugal, no seu melhor. Cada vez que começo a equacionar o exagero da minha má opinião sobre o jornalismo neste pais, vem uma notícia destas e repõe-me a paz de espírito.