28 setembro 2007

Sem meios a medir.

Apesar do post anterior, (desculpem-me a vontade de brincar sempre que ouço o nome Pedro Santana Lopes), partilho a mesma ideia de quase toda a blogoesfera: Lopes fez muito bem em ir embora e em acabar com a cara da SIC Notícias antes de abalar.

As capas do Diário de Notícias e do Público de hoje destacam uma imagem de um jornalista japonês a morrer numa das manifestações na Birmânia. Se fosse um mero manifestante a coisa não teria tanto interesse para os jornais e a fotografia resultante poderia dar lugar a uma de Paris Hilton a fazer trabalho comunitário, ou assim. Para mim é muito mais relevante a morte de alguém que está a lutar por um ideal do que alguém que desempenha uma profissão de risco.

27 setembro 2007

Mourinho é muito mais importante que Santana Lopes.

Só não vê quem não quer, e quem usa cabelo tipo posta na nuca.

25 setembro 2007

Pináculo:




“No Irão não existe homossexualidade” - Mahmoud Ahmadinejad

24 setembro 2007

Ó sô guarda, passe-me lá uma seringa se faz favor.

Não poderia ser mais contra a distribuição de seringas em prisões. Esta é uma medida que corrobora na perfeição a incapacidade, incompetência, desleixo e leviandade de quem toma conta destas, começando em S. Bento e acabando no guarda prisional mais novinho.

Esta não é uma questão de mal menor, nem sequer de paternalismo perante os coitadinhos dos presos que assim têm o direito e o apoio do estado português para continuar a cometer ilegalidades dentro do local onde estão a cumprir a sua pena.

Quanto ao argumento mais comum, vindo normalmente de pessoas mais à esquerda, de que assim se salvaguarda a vida e a saúde dos detidos, só tenho uma coisa a dizer: por favor, ganhem vergonha na cara. Então estão a preocupar-se com factores económicos? Têm medo que os reclusos fiquem doentes e que tenham que gastar dinheiro com eles? Dão seringas para não ter que os aturar nas enfermarias? É desta forma grotesca e incompreensível que tentam defendê-los da sociedade que, segundo algumas opiniões, os encaminhou para a marginalidade?

Então e o problema da entrada de estupefacientes nos estabelecimentos prisionais, há alguma coisa a fazer para o minimizar ou deixa-se assim?

Para acabar, gostaria de dizer que esta opinião poderia ser diametralmente oposta, caso a liberalização de todas as drogas fosse uma realidade, (causa que defendo com alguns cuidados). O que não é admissível é a hipocrisia na sua forma mais comum: a política.

21 setembro 2007

Du jour.

Numa discussão entre pessoas de cultura simples é frequente ambas não terem razão.

18 setembro 2007

A pretensão é a pedra que sustem ou afunda.

Não sei se o objectivo de um filme é tão importante como ele próprio. Mas sei que o propósito e lucidez com que é criado revelam-se fundamentais para o seu valor.

Já foi bom? Já. Ainda é? Não.

Blade Runner passa-se em Los Angeles no ano de 2019. Este facto, parecendo que não, destrói a obra a cada minuto que passa pela inverosimilhança evidente no espaço e no tempo. O que já foi uma obra-prima não passa de um ajuntamento de cenários lindíssimos e alguns bons desempenhos de actores. Criou e foi morto pelos lugares comuns a que deu origem.

Dar desconto para aceitar estatutos cinematográficos não é coisa que valha a pena.

Penso que as histórias que se passam no futuro deveriam ter uma margem de 500 anos para a frente, no mínimo.

17 setembro 2007

Che Benfica.



Depois do equipamento cor-de-rosa, um Che que lembra perfume de jardins. Há gente para tudo.

13 setembro 2007

Ministério do bom gosto XX.



Cartaz do filme Super Fly de Gordon Parks Jr. (1972). A banda sonora também é excelente – disco com o mesmo nome de Curtis Mayfield.

11 setembro 2007

Puristas e adolescentes uni-vos.



Sendo o purismo algo que se refere ao escrúpulo excessivo na análise da linguagem, esta é uma palavra que também se costuma utilizar para falar de outros exageros de observação para além desta, nomeadamente o das várias formas de arte.

O purista paga por um sistema de som o mesmo que por um T2 no Chiado, mas é incapaz de chegar ao prazer que um adolescente tira de um leitor de MP3.

Partilhar horizontes e downloads resolveria carências de ambos os lados.

06 setembro 2007

Católico não praticante.



Esta é a primeira imagem apresentada pelo Google numa pesquisa pelo título deste post.

E este é um exercício definitivo criado há tempos pelo Maradona.

05 setembro 2007

Até ver,

a laicização de um estado não lhe trás nada de bom.

03 setembro 2007

Librarians Love Lucy Liu.



Houve um tempo no mundo ocidental em que a palavra era a coisa mais valiosa num homem. Agora encontramos este valor nalgumas sociedades orientais, o Japão serve como exemplo.

A palavra de honra não se desbaratava e podia substituir um contrato sem muita dificuldade.

É pena que da Ásia só se adoptem modas como a comida ou o mobiliário.

Eu uso, até por homenagem ao que o meu pai e avô faziam.



É importante, para o indivíduo, ter as suas coisas. Propriedades ou mobiliários de vária ordem servem mas não chegam. Há vagas por preencher na cabeça onde cabem coisas como informação ou música e que completam a pessoa.

Há algum tempo que umas caixinhas com fios e auscultadores servem esta última necessidade. É ver todos, e cada um, mergulhados num mundo só dos dois, máquina e ouvidos de mãos dadas a descer avenidas ou num banco de autocarro.

Novos e velhos na moda há muito tempo, a ouvir relatos de futebol, o António Sala ou LCD Sound System. Ambos nas mesmas posições a fugirem e a distraírem-se. O que ouvem dá-lhes vantagem.

iPod’s a cores ou rádios AM of a certain age são a mesma coisa com pequenas diferenças técnicas.