12 maio 2011

Obrigado a todos os leitores e referências.

O Sortido fino acabou. Viva o Parangonas.

16 março 2011

Adeus, José Sócrates



SURROGATE, 2009,

Lamda C-Type Print,
Pandemonium Auction, London

14 janeiro 2011

Uma mensagem.



Daqui.

Podia ser uma mensagem, mas não temos políticos para isto.

12 janeiro 2011

Capital de simpatia.

Assisto com algum espanto a discursos de figuras públicas, amigos e conhecidos homossexuais sobre a morte de Carlos Castro. Nesta situação, tal como noutras, percebo que existe uma cumplicidade de simpatia pelo assassinado apenas pela sua orientação sexual. Depois das lutas e conquistas importantes, o sentimento ele é um de nós continua bem vivo na comunidade gay portuguesa.

Aceito que a morte de um adepto do Benfica aproxime outros simpatizantes como comunidade ou grupo com esse interesse em comum. Mas não compreendo o mesmo comportamento em pessoas que lutam e defendem a igualdade de todos os indivíduos em todas as frentes. Ou seja, o que as une no caso da morte de Carlos Castro é justamente aquilo pela qual elas lutam para erradicar.

Pessoalmente, detestava a figura pública Carlos Castro porque desprezo tudo o que ela simbolizava na nossa sociedade. Para mim é um homem que foi brutalmente assassinado por um criminoso com requintes de malvadez, independentemente da sua orientação sexual ou cor do pijama.

11 janeiro 2011

A leitura.

Não devemos gastar todo o tempo que temos a ler. Se o fizermos ficamos sem vagar para esgaravatar na vida real o que vem nos livros.

03 janeiro 2011

Incompreensão solitária.

Num dos últimos dias de 2010 ouvi um guarda prisional a justificar uma marcação de greve com vários argumentos. Entre eles, a falta de vontade com que ele e os colegas iam de manhã para o trabalho. Dizia que tinham chegado a um ponto que já não se sentiam realizados e motivados e que isso devia ser reposto com as exigências reclamadas.

Daqui para a frente foi só a minha cabeça baralhada a tentar arrumar as razões nesta secção de pessoal.

03 dezembro 2010

Este país é um coio.





Ontem o Assis disse que se demitia se alguns deputados socialistas fossem a favor das grandes empresas pagarem os impostos que deviam.

Hoje o César disse que arranjava uma chico-espertisse para os funcionários públicos dos Açores não perderem um cêntimo do vencimento por causa das medidas de austeridade que o governo do seu partido impôs a todos.

Envergonho-me de ter nascido num pais que permite duas pessoas como estas ocuparem os lugares onde estão.

25 novembro 2010

Cá vamos todos, cantando e rindo.

Em Portugal as entidades reguladoras dos mercados são o suplemento cómico das notícias que envolvem facturas da luz, preços dos combustíveis ou telecomunicações. Procuram descomprimir os consumidores sempre através de piadas previsíveis.

Inenarrável, não é 58% do valor total da factura da luz ser o consumo de electricidade (os restantes 42% são taxas e rendas diversas), mas sim o secretário de estado da energia Carlos Zorrinho dizer que o regulador é que sabe.

17 novembro 2010

O melhor salvador que íamos tendo.

Acho piada à cobertura de estrela rock mártir que Sá Carneiro conquistou. Não sei o que esta massa açucarada esconde mas desconfio que ter morrido foi a melhor coisa que lhe aconteceu. Que melhor forma de escancarar os portões das conjecturas e futurologias de apoteose? Até arranjaram uma Jacqueline Kennedy de trazer por casa.

Enfim, melhor que o seu primeiro álbum, só esta colectânea de palermice.

12 novembro 2010

A gosto.

O gosto, ao contrario da crença comum, educa-se. Como tal, pode ser debatido.

Pior do que alguém com mau gosto, é alguém com mau gosto e com dinheiro.

11 novembro 2010

De tudo, como na pharmácia.



Frasco de comprimidos para dormir de Marilin Monroe.

Pertence ao arquitecto e designer de interiores Jacques Grange. Descoberto no The Selby.

10 novembro 2010

Por falar em livros e no final deles em papel.

A Amazon decidiu aumentar os royalties às editoras referentes à venda de ebooks para o Kindle de 30% para 70% (valores médios).

22 outubro 2010

A literatura.

A pior ameaça aos livros em papel são as editoras.

É fácil: para um livro tradicional há gastos de papel, impressão, armazenamento e distribuição, ou seja, em cada livro vendido há um custo directo. No caso dos livros electrónicos não há nenhum encargo para a editora. Ninguém tem mais interesse em acabar com o livro como ele ainda é do que quem os comercializa hoje tal como são.

O mercado já está ao rubro com a disponibilização gratuita (literalmente) de milhares de obras. Por mim, vou a meio de O Mandarim de Eça de Queiroz no iPhone.

Os livros em papel não vão acabar mas vão passar a ser como os discos de vinil – uma graça.